“The Work” começou em uma manhã de fevereiro de 1986, quando Byron Kathleen Reid - uma mulher de 43 anos de uma pequena cidade na Califórnia - acordou no chão de uma casa de reabilitação, em um completo beco sem saída em sua vida, e começou a rir.
Em meio a uma vida Americana comum – segundo casamento, crianças, uma carreira de sucesso trabalhando com imóveis – Katie há sete anos entrava cada vez mais na paranóia e no desespero. Durante os dois anos anteriores, ela havia estado tão deprimida que raramente saía de casa, ficando na cama durante semanas, incapaz até mesmo de escovar os dentes. Durante aqueles anos, seu marido sofrera quatro ataques do coração e, no final, acabou tendo que colocar Katie em um centro de reabilitação para mulheres com distúrbios alimentares. As outras internas tinham tanto medo dela, que ela foi colocada sozinha em um quarto no sótão.
O que aconteceu em seguida, é difícil de compreender. Katie acordou um dia, no chão de seu quarto e observou uma barata rastejando sobre seu pé descalço. Naquele momento, ela perdeu todos os conceitos que tinha sobre quem, onde e o que ela era. Ela despertou para um estado de ser fundamental e luminoso, que é sem separação e que experimenta a si mesmo como puro amor. Como os grandes mestres espirituais de várias tradições, ela sabia que havia chegado ao fim da confusão e do sofrimento. Ela percebeu que seu entendimento anterior sobre a vida havia sido completamente modificado. Naquele momento ela explodiu em gargalhadas.
Levou anos para que Katie aprendesse como falar sobre seu estado de espírito; ela não tinha um contexto externo no qual se basear sobre o despertar de sua consciência. Ela nunca havia meditado, nem estado remotamente interessada em espiritualidade, nem mesmo já havia lido um livro “espiritualista”. Ela tinha apenas sua própria experiência para guiá-la. Mas começou a se espalhar um boato sobre uma “senhora luminosa” em Barstow, e muitas pessoas sentiram-se magneticamente atraídas para ela. Katie convenceu-se de que não era sua presença pessoal que era necessária, mas uma maneira de as pessoas descobrirem por si mesmas o que ela havia descoberto. Disso veio um método simples de auto investigação que ela chamou de “The Work”.
Katie começou a compartilhar-lo onde quer que fosse convidada – no início, em pequenas reuniões em salas de estar de residências e, finalmente, em muitos países, para auditórios de centenas de pessoas. Pelo final de 1999, aproximadamente 200.000 pessoas haviam participado de pelo menos uma apresentação introdutória do “The Work” e 36.000 pessoas já haviam participado do curso de fim de semana com Katie, ou do intensivo de uma semana.
Hoje em dia, há centenas de grupos em cidades por todo os EUA. Eles também estão crescendo por toda a Europa e na maior parte do mundo desenvolvido, de cidades da África do Sul, até a Prisão De Koepel na Holanda, ao sistema de justiça juvenil em Los Angeles, Califórnia. Katie faz apresentações públicas mais ou menos dez vezes por mês.